VACINA NONAVALENTE CONTRA O HPV É APROVADA NOS EUA

A Food and Drug Administration (FDA*) aprovou no dia 10 de dezembro de 2014 nos EUA, a vacina Gardasil 9 (Human Papilomavírus 9-valente Vaccine, recombinante) para a prevenção de doenças causadas por nove tipos de Papilomavírus Humano (HPV). A vacina foi aprovada para uso de mulheres com idade entre 9 e 26 anos, e homens com idades entre 9 e 15.

Além das vacinas já existentes e previamente aprovadas pela FDA, a vacina nonavalente fornece uma proteção mais ampla na prevenção das infecções cervicais, vulvar, vaginal e câncer anal causadas por HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, e para a prevenção de verrugas genitais provocadas pelos tipos de HPV 6 ou 11, resultando em um potencial de 90% de prevenção.

“A vacinação é uma medida de saúde pública importante para reduzir o risco de infecção cervical, genital e câncer anal causadas por HPV”, disse Karen Midthun, MD, diretora do Centro da FDA para Avaliação e Pesquisa Biológica.”

Um estudo clínico randomizado, controlado, realizado nos EUA e internacionalmente em cerca de 14.000 mulheres em idades de 16 e 26 anos com resultados negativos para os tipos de HPV da vacina, recebendo os participantes no início do estudo Gardasil ou Gardasil 9.

A Gardasil 9 determinou 97% de eficácia na prevenção de câncer de colo do útero, da vulva e cânceres vaginais causados pelos cinco tipos adicionais de HPV (31, 33, 45, 52, e 58). Além disso, o Gardasil 9 é tão eficaz como Gardasil (quadrivalente) para a prevenção de doenças causadas pelos quatro tipos de HPV compartilhados (6, 11, 16 e 18) com base em respostas de anticorpos semelhantes em participantes de estudos clínicos.

Devido à baixa incidência de câncer anal causada pelo HPV após os cinco tipos de vírus adicionais, a prevenção do câncer anal é baseado no demonstrado de Gardasil eficácia de 78% por cento e dados adicionais sobre anticorpos em homens e mulheres que receberam Gardasil 9.

A eficácia de Gardasil 9 em  mulheres e homens com idades entre 9 a 15 foi determinado em estudos que medem as respostas de anticorpos para a vacina em cerca de 1.200 homens e 2.800 mulheres nesta faixa etária. As respostas de anticorpo foram semelhantes aos de mulheres com 16 até 26 anos de idade. Com base nestes resultados, a vacina deverá ter semelhante eficácia quando utilizado neste grupo etário mais jovem.

A Gardasil 9 é administrada em três doses separadas, dose inicial, segunda dose seguindo dois meses e terceira dose seguindo seis meses. A indicação para a utilização aprovada pela FDA da Gardasil 9 é que todo seu potencial de ação para benefício é obtido por aqueles que são vacinados antes de serem infectadas com as estirpes de HPV abrangidos pela vacina.

A segurança de Gardasil 9 foi avaliada em cerca de 13.000 homens e mulheres. As reações adversas mais frequentemente relatadas foram no local da injeção dor, inchaço, vermelhidão e dores de cabeça.

Gardasil 9 é fabricado pela Merck Sharp & Dohme Corp., uma subsidiária da Merck & Co., Inc., com sede em Whitehouse Station, New Jersey.

*A FDA, agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, protege a saúde pública, garantindo a segurança, eficácia e segurança do ser humano e medicamentos veterinários, vacinas e outros biológica produtos para uso humano, e dispositivos médicos. A agência também é responsável para a segurança do abastecimento de alimentos da nação, cosméticos, dietética suplementos, produtos que emitem radiação eletrônica, e para regular produtos do tabaco.

No dia 25 de junho de 2014 foi divulgado o resultado do “3º Prêmio FAPEU de divulgação Científica”. O nosso Centro de Pesquisa Clínica foi novamente contemplado com o 1º lugar, com o artigo “Prevenção da infecção pelo HPV e do câncer genital: o papel da vacina multivalente”,  escrito pela acadêmica de medicina e nossa estagiária Ariel Córdova Rosa, sob orientação do Professor Dr. Edison Natal Fedrizzi.  O artigo fala um pouco da nossa última pesquisa da vacina multivalente, pesquisa que se encontra em fase de finalização, em breve o artigo será divulgado pela revista FAPEU. O Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV sente-de honrado pelo reconhecimento do nosso trabalho.

Parabéns Ariel!

Dr. Edison Fedrizzi, a acadêmica Ariel Córdova Rosa com a Pró-Reitora Adjunta de Pesquisa Heliete Nunes

Dr. Edison Fedrizzi e a acadêmica Ariel Córdova Rosa com os representantes do Banco Itaú, patrocinador.

Os vencedores do 3º Prêmio Fapeu de Divulgação Científica com os representantes do Banco Itaú

2º Prêmio FAPEU de Divulgação Científica

No dia 10 de maio de 2013 aconteceu no auditório da FAPEU, a  cerimônia de premiação do “2º Prêmio FAPEU de Divulgação Científica”. O objetivo é estimular, divulgar e prestigiar trabalhos desenvolvidos por estudantes de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC que tenham como tema projetos e/ou grupos de pesquisa apoiados pela FAPEU. Entre mais de  centenas trabalhos inscritos, Marina Lino Veira, acadêmica de medicina e estagiária do nosso Centro de Pesquisa Clínica, sob orientação do Professor Dr. Edison Natal Fedrizzi, foi contemplada com a primeira colocação com o artigo “Pesquisa de eficácia da vacina quadrivalente anti-HPV em homens jovens de Florianópolis/SC”.

Os vencedores:

1º lugar: Marina Lino Vieira – Curso de Medicina – orientador – Edison Natal Fedrizzi

Pesquisa de eficácia da vacina quadrivalente anti-HPV em homens jovens de Florianópolis/SC

2º lugar: Bruna Scandolara Magnus – Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental – orientador – Paulo Belli Filho

Um olhar nos pântanos ingleses: em busca de fontes alternativas de energia

3º lugar: Daniel Theiss Ristow – Curso Design – orientador – Eugenio Andres Díaz Merino

A gestão estratégica do design de embalagens aplicada à maricultura

Menção Honrosa:  Cláudia Bernardo – Curso  Ciência e Tecnologia de Alimentos – orientadora- Edna Regina Amante

Lâminas de batata-doce (Ipomoea batatas) – A Ciência e Tecnologia de Alimentos transformando a matéria prima

Vencedores do 2º Prêmio FAPEU, à direita Marina Lino Vieira e Francine Barreto

Artigo Divulgado na Revista FAPEU

Adolescentes das Américas e a vacina Contra o HPV

Com sua introdução no Brasil, pouco mais de 80% das adolescentes das Américas terão acesso à vacina contra o HPV, que protege contra dois tipos do vírus papilomavírus humano, causador de 70% dos casos de câncer de colo do útero, segunda causa de morte por câncer entre as mulheres da América Latina e do Caribe. “A medida terá um grande impacto na saúde das meninas de hoje e das mulheres do futuro, prevenindo a infecção pelo HPV e reduzindo a mortalidade pelo câncer do colo do útero”, disse o Diretor Adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Jon Andrus. “Toda a evidência disponível confirma que a vacina é segura e efetiva”, acrescentou.
Em sua última reunião, em 12 de março, o Comitê Consultivo Mundial sobre Segurança das Vacinas (cuja sigla em inglês é GACVS), responsável por prestar assessoramento independente, fidedigno e científico à OMS, assegurou novamente sua confiança no perfil de segurança das vacinas contra o HPV.
Por sua vez, o Grupo de Especialistas em Assessoramento Estratégico sobre Imunização (SAGE) da OMS recomendou a vacina para países nos quais a prevenção do câncer do colo do útero seja uma prioridade de saúde pública, e nos quais sua administração seja custo-efetiva e sustentável. Estas posições são endossadas pelo Grupo Técnico Assessor em Doenças Preveníveis por Vacinação da OPAS.
Desde o lançamento da vacina contra o HPV, em 2006, mais de 170 milhões de doses foram aplicadas no mundo, e diversos estudos, que monitoraram durante anos centenas de milhares de pessoas vacinadas na Austrália, Europa e América do Norte, excluíram a ocorrência de eventos adversos graves ou permanentes.
O impacto na redução do HPV também foi alentador. Nos Estados Unidos, foram reduzidas à metade as infecções pelos tipos do HPV sobre os quais atua a vacina. Dados da Austrália e Dinamarca também demonstram redução de lesões pré-cancerosas no colo do útero entre as pessoas vacinadas.
Nas Américas vinte países, que representam em conjunto pouco mais de 80% das adolescentes da região, entre eles a Argentina, Canadá, Colômbia, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e agora o Brasil, aplicam a vacina contra o HPV por meio de seus programas públicos de imunização.
A vacina disponível atualmente previne contra dois tipos de papilomavírus humano (o 16 e o 18) que, juntos, causam 70% dos casos de câncer do colo do útero. O vírus é transmitido por contato sexual e causa lesões que podem evoluir para tumores no colo do útero. Para que a vacinação seja eficaz, deve ser aplicada antes do início da vida sexual.

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Debate sobre Vacinação contra o HPV

Pronunciamento do Ministro da Saúde sobre a vacina contra o HPV

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer a vacina quadrivalente contra o papiloma vírus humano (HPV) a partir de 10 de março para meninas de 11 a 13 anos, em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo o país.
A imunização deve ocorrer a longo prazo em forma de três doses: a segunda aplicação deve ser feita 6 meses após a primeira vacina e a terceira 5 anos depois. A meta é vacinar, no mínimo, 80% do grupo alvo, o que equivale a aproximadamente 4,16 milhões de meninas. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, esse grupo foi estrategicamente escolhido porque nessa faixa etária a produção de anticorpos contra o HPV tem maior eficácia e também porque, geralmente, nessa idade, essas meninas ainda não tiveram início na atividade sexual, garantindo proteção para quando elas tornem-se ativas.
No entanto, vale ressaltar que o uso da camisinha ainda é imprescindível, apesar de a vacina possuir uma eficácia de 98,8% contra o câncer de colo de útero. Para receber a vacina é necessário levar a caderneta de vacinação e o cartão do SUS, além de preencher um formulário. Este pode ser preenchido antecipadamente para adiantar o processo.

2º Encontro de Experts em HPV – UFSC

Ocorreu de 12 a 14 de Setembro de 2013 o 2º Encontro de Experts em HPV, na cidade de Florianópolis/SC. O evento foi realizado no Centro de Convenções e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Dentre os temas abordados, estavam: Bases da Infecção HPV, Epidemiologia, Diagnóstico do HPV, Rastreamento do Câncer HPV Induzido, Aspectos Clínicos da Doença HPV Induzida, Infecção HPV em Ginecologia (Tratamento), Infecção HPV em Outras Especialidades (Tratamento), Infecção HPV em Situações Especiais, Complicações Não-Físicas da Infecção HPV, Prevenção da Infecção HPV e Implementação da Vacina Anti-HPV.

Confira abaixo as fotos do evento.

MS anuncia incorporação da vacina contra HPV no calendário nacional

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra HPV no calendário nacional a partir de 2014 para meninas de 10 e 11 anos. O imunizante estará disponível em escolas e unidades básicas e Saúde e deverão ser tomadas três doses . A medida vinha sendo estudada há mais de um ano. A produção ficará a cargo de uma Parceria Público-Privada entre o laboratório MerckSharp&Dohme e o Instituto Butantan . A vacina é usada para reduzir o risco de casos de câncer de colo de útero.

A infecção pelo HPV é comum e, na maioria dos casos, regride espontaneamente. No entanto, em um pequeno número de casos a infecção se mantém, aumentando o risco do surgimento de lesões. Quando não tratadas, elas podem levar ao câncer decolo de útero, de vagina e boca, por exemplo.

A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo. De acordo com os dados do MS, o total de meninas de 10 e 11 anos no País é  3,351 milhões. O investimento previsto para o primeiro ano é de R$ 360,7 milhões para a aplicação das cerca de 12 milhões de doses. Em 2015, só serão vacinadas as meninas de 10 anos, num total de 6 milhões de doses.

Treze tipos de HPV trazem maior risco de provocar lesões. São considerados de alto risco para câncer os de número 16 e 18. Estatísticas mostram que eles estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são não oncogênicos.

A vacina a ser usada no Programa Nacional de Imunizações é quadrivalente, que oferece proteção contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

Fonte: INCA

Campanha de vacinação contra o HPV em escolas de Farroupilha

O município de Farroupilha – RS, com a assessoria do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV, iniciou a campanha de vacinação contra o hpv nas escolas. A vacina será aplicada em meninos e meninas de 12 e 13 anos, entre os meses de maio a novembro de 2013.
O município investiu R$ 1,5 milhão na campanha, segundo a prefeitura. As equipes de vacinação passarão por 31 escolas da rede pública e privada.

Vídeo da Campanha:

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Projeto HPV lança campanha de imunização contra o HPV

No dia 10 de agosto o Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV, lançou a campanha de imunização contra  o HPV para a comunidade universitária. Nesta campanha está sendo distribuído cupom para fazer as três doses da vacina quadrivalente anti-hpv em clínicas conveniadas por um valor abaixo do mercado.
Você pode retirar o seu cupom no nosso Centro de Pesquisa, em breve distribuiremos também em no campus UFSC Joinville.

Clínicas conveniadas

Clínica Tio Cecim
Rua Tenente Sapucaia, 66 – Centro – Florianópolis – SC – 88015-280
Telefone: (48) 3211-5582
http://www.clinicatiocecim.com.br/

Clínica Santa Helena
Rua Alvaro Soares de Oliveira, 117 – Jd. Itaguacu – Florianópolis – SC - 88085-530
Telefone:  (48) 3271-4444
http://www.clinicasantahelena.com

Imunizar Vacinas
Rua Victor Meirelles, 600, lojas 16/17, Ed. Orlando Koerich – Campinas – São José – SC – 88101-170
Telefone: (48) 3035 1321 / 1322 / 3241 0199 – ramal 5
Av. Mauro Ramos, 1133 –  Centro – Florianópolis – SC – 88020-301
Telefone: (48) 3222 3622 / 3024 9263 / 3028 9262
http://www.imunizarvacinas.com.br/